segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Felicidade low-cost

Incrível como tomamos como certo e garantido que vamos ser felizes (no futuro, num outro local, com outras pessoas, de férias, a trabalhar no que gosto... numa situação maioritariamente contrária à que nos encontramos) e como valorizamos tão pouco o momento presente e a felicidade que se apresenta a cada momento nas coisas simples e nos bocadinhos de tempo, de sorrisos, abraços, amizade e amor que conquistamos a cada dia. 
Conquistamos. É a palavra correcta. Porque a felicidade é subjectiva e depende do lugar do observador, da sua perspectiva e da forma como quer saborear e partilhar esses momentos. Porque nesta suave felicidade constante que podemos viver teremos picos de alegria e de tristeza, de saudade, de coragem, de luta, de resiliência. 
Mas será sempre uma conquista. E a conquista desta felicidade não é low-cost. 
Mas, todos podemos ficar descansados, haverá sempre felicidade low-cost para quem não der de si com os outros todos os momentos de todos os dias, para quem, com a promessa de um bilhete low-cost, quiser esperar por um estado de felicidade longínquo, num futuro distante.

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