Recordo Cuamba como terra de muitos bichos… desde as endémicas baratas voadoras até às não menos
endémicas cobras ou camaleões. Recordo agora este texto que lá escrevi e que hoje partilho.
Às
vezes penso que tipo de bicheza seremos nós. Está bem, sem as cores exuberantes
dos animais tropicais! Mas frequentemente com as mesmas garras e dentes afiados,
com as mesmas técnicas de ataque e instintos de defesa.
O
que nos vale é sermos grupais e, felizmente, sociais. Isso leva a grandes
aprendizagens – tão grandes quanto os erros cometidos. O que leva a pensar, o
que é certo, o que é errado? Não haverá muito cinzento entre o preto e o
branco?
Somos
animais de gaiola que chegam à selva? Somos selvagens que chegamos à gaiola? O
que é a selva, o que é a gaiola?
Cada
vez mais o mundo é global. Não só o físico mas sobretudo o interior. Qual é o
mundo que trago dentro? Qual o mundo que quero construir? Qual o mundo que quero partilhar? O que me move?
Por mim, quero
viajar no mundo do outro. Esse é, sem dúvida, o melhor turismo que posso fazer.
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