sábado, 23 de junho de 2012

Bichezas


Recordo Cuamba como terra de muitos bichos… desde as endémicas baratas voadoras até às não menos endémicas cobras ou camaleões. Recordo agora este texto que lá escrevi e que hoje partilho.

Às vezes penso que tipo de bicheza seremos nós. Está bem, sem as cores exuberantes dos animais tropicais! Mas frequentemente com as mesmas garras e dentes afiados, com as mesmas técnicas de ataque e instintos de defesa.
 O que nos vale é sermos grupais e, felizmente, sociais. Isso leva a grandes aprendizagens – tão grandes quanto os erros cometidos. O que leva a pensar, o que é certo, o que é errado? Não haverá muito cinzento entre o preto e o branco?
Somos animais de gaiola que chegam à selva? Somos selvagens que chegamos à gaiola? O que é a selva, o que é a gaiola?
Cada vez mais o mundo é global. Não só o físico mas sobretudo o interior. Qual é o mundo que trago dentro? Qual o mundo que quero construir? Qual o mundo que quero partilhar? O que me move? 
Por mim, quero viajar no mundo do outro. Esse é, sem dúvida, o melhor turismo que posso fazer.

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