“O egoísmo pessoal, o comodismo, a falta
de generosidade, as pequenas cobardias do quotidiano, tudo isso contribui para
essa perniciosa forma de cegueira mental que consiste em estar no mundo e não ver
o mundo, ou só ver dele, o que, em cada momento, for susceptível de servir os
nossos interesses.”
José
Saramago
A cegueira mental que Saramago tão bem descreve é só comparável à cegueira emocional com que vivemos hodiernamente, que envieza e escurece o nosso mundo relacional.
Talvez seja este o tempo de explorar diferentes narrativas que nos levem a formas distintas de comportamento. Educar para o vocabulário emocional, para as emoções e para o lugar das mesmas na nossa vida. As emoções conduzem a atitudes, que por sua vez, levam a comportamentos.
Assumir, por exemplo, a "tristeza", a "angústia", a "inveja", todas as emoções julgadas "menores", para delas advir o amadurecimento e crescimento pessoais, é um passo em frente na nossa compreensão humana e na assertividade face aos outros e às situações. Isso permitir-nos-á estar no mundo e ver o mundo, e, acredito, servir os interesses do Ser Humano/das relações/do mundo.
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